Mestrado Belas Artes
Arquitetura, Urbanismo e Design

Um espaço para pesquisa e produção técnico-científica!

Mestrado recomendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, aprovado na 169ª Reunião do CTC-ES, realizada de 13 a 16 de dezembro de 2016.

Duração

24 meses

Início das aulas

18 de agosto de 2022
Inscrições no período de 8 de maio a 31 de julho de 2022

Períodos

Disciplinas oferecidas:
manhã, tarde e noite

Investimento

24 parcelas de R$ 2.533,16

O Programa

O que é?

Através da área de concentração e das linhas de pesquisa, este programa pretende promover o aprimoramento da formação de profissionais, capacitando-os, tanto com conhecimentos teóricos quanto com práticas projetuais.

Objetivo

Capacitar os alunos nas áreas de Arquitetura, Urbanismo e Design, por meio de métodos com rigor científico, para suprir necessidades e demandas do mercado, tornando-os capazes de planejar, aprimorar e realizar intervenções.

Linhas de Pesquisa

Habitat: projetos e práticas

A linha de pesquisa aborda questões relacionadas à construção e à intervenção no habitat e tem por objetivo investigar e interferir nos processos de projetos de arquitetura e urbanismo do espaço habitado e suas relações com os ambientes públicos e seu contexto urbano. No âmbito desta linha, além das práticas projetivas, serão analisadas práticas para o entendimento e evolução das teorias e metodologias na formulação de novas propostas de projetos com soluções inovadoras, considerando assim o lado da práxis profissional relacionada com a pesquisa. Pretende-se analisar a cidade contemporânea com o objetivo de compreender sua gênese, transformações e mutações, no sentido de propor intervenções criativas e de interesse e relevância social.

Arte, Design e Tecnologia

Esta linha concentra pesquisas relacionadas à sustentabilidade nas cidades e nos edifícios, ao desenho paramétrico para projetos urbanos e arquitetônicos, à convergência e compartilhamento, à teoria da imagem, à ergonomia, usabilidade, acessibilidade e desenho universal na arquitetura e no design. Busca-se enfatizar as relações entre arte, design e tecnologia, forma e função, arquitetura e design, entre outras. Esta linha de pesquisa busca o desenvolvimento de conhecimento acerca de projetos sustentáveis e socialmente responsáveis, conferindo maior competitividade ao setor produtivo e de serviços e, para isso, serão abordadas questões metodológicas de pesquisa em arquitetura e design.

Disciplinas

A produção contemporânea do espaço urbano qualificado no Brasil enfrenta um particular dilema: por um lado constatam-se poucas experiências urbanas requalificadoras das cidades, fato facilmente comprovado pela inexistência desta pauta na agenda pública da federação, estados e municípios; por outro lado as condições de reprodução das relações capitalistas dominantes sobre o território reimpõem-se, justificando a necessidade da implantação destas melhorias. Esta disciplina discutirá, a partir dos atuais modelos de gestão e financiamento público e privado de espaços urbanos qualificados no Brasil, a viabilização destes projetos por meio de análises comparadas com contextos internacionais de excelência.
Sociedade do Espetáculo, Globalização e Sustentabilidade. Arquitetura, Urbanismo e Design contemporâneos na teoria e na historiografia. Deconstrutivismo: Arquitetura, Pensamento Crítico e a Espetacularização. Arquitetura e o virtual. Biomorfismo e biometismo: arquitetura genética e computação. Natureza como modelo, medida e mentora no Design. Design Paramétrico na arquitetura, urbanismo, design e na arte. Projeto Participativos e redes colaborativas: a busca de novos paradigmas profissionais. Métodos: interpretação da arquitetura, da cidade e do design. Situacionismo: a Deriva, Mapas Psico geográficos. Fenomenologia: o lugar, a casa e o habitat. Espaço público e o direito à cidade: a retomada do Espaço Urbano pela arte e pelo cidadão.
Cultura e Arte: práticas e sentidos. Espaço e lugar. História da Arte e a cidade. Arte em espaço público. O monumento. Patrimônio cultural material e imaterial. Os coletivos de arte e as práticas de site-specific.
A questão da resiliência urbana é uma realidade bastante presente nas cidades de médio e grande porte ao redor do mundo hoje. Considerando a grande probabilidade de ocorrências de eventos climatológicos extremos ou a falta de insumos como alimentos ou combustíveis, as cidades necessitam se preparar para o enfrentamento destas questões. Mais de 100 cidades ao redor do mundo já iniciaram o processo de construção dos seus planos de resiliência. São Paulo que é a maior concentração urbana da América do Central e do Sul, ainda estudou esta questão e nem tampouco criou no âmbito da administração municipal, um escritório de resiliência urbana. Este curso estudará estas questões, ou seja, como a cidade de São Paulo pode se beneficiar com as experiências, desafios, planos e ações adotados por outras grandes metrópoles, sobretudo a cidade de Nova Iorque, abrangendo as ações de governo e da sociedade civil organizada (ONGs) no desenvolvimento de seu próprio plano.
Estudo das teorias de urbanização a partir do século XIX até os dias de hoje. Discussão sobre sociedade e cidades contemporâneas. Análise do ambiente urbano e suas implicações interdisciplinares Estudo de algumas intervenções urbanas realizadas no século XXI.
Introduzir a questão do design ambiental e a experiência com novas escalas no urbanismo de praças públicas e discutir as novas possibilidades de equipamentos para esses espaços e sua interface com a cidade como elemento integrador entre as dimensões socioculturais, econômicas e ambientais.
A evolução da economia global está centrada no modelo linear de consumo e descarte, sem que o fluxo de renovação de estoques seja respeitado ou garantido, o que vem exaurindo as fontes desses recursos. Consequentemente, as empresas precisarão construir competências para facilitar o reuso de produtos e materiais, exigindo performance avançada na seleção e reaproveitamento de matérias-primas, bem como nos métodos de trabalho. A disciplina considera o papel do design na construção de outro paradigma, o da economia circular, que privilegia uma indústria capaz de utilizar e reutilizar materiais seguros, tecnologias regenerativas de ecossistemas e técnicas ancestrais, ofertando trabalho digno para as pessoas com a fabricação de produtos que possam ser insumos para outros bens. Particularmente, analisa como o pensamento sistemático em torno de uma economia circular propicia o deslocamento, a comercialização e a formação da inovação responsável na América Latina, endossando o potencial do design para regenerar o meio ambiente.
A disciplina busca explorar o processo de trabalho como foco iluminador para a compreensão dos aspectos econômicos, políticos e culturais que fundamentam a construção da cidade e a produção arquitetônica e de design, tanto do ponto de vista material quanto simbólico. Para tanto, serão investigados processos históricos desde a Primeira Revolução Industrial, no final do século XVIII, até a atualidade. Os problemas e impasses enfrentados pela Arquitetura, Urbanismo e Design serão abordados deste ângulo.
Esta disciplina trabalha as inovações disruptivas, necessárias para o salto tecnológico nas indústrias criativas, no design e sobretudo na maneira como isso ocorre a partir da incubação de ideias e conceitos de alto valor agregado, resultando no nascimento de startups tecnológicas de alto valor econômico. Pretendemos trabalhar com o modo como a disrupção de designs consagrados ocorre a partir da fermentação de projetos inovadores, implicando na perda da dominância tecnológica de produtos consagrados, implicando ainda na redefinição de estratégias de empresas tradicionais do mercado.
A disciplina propõe analisar o conceito de elaboração e formatação de projeto visando a sua aplicação para captação de recursos patrocinados e incentivados por lei. Apresentar os modelos de recursos públicos disponíveis para investimentos na área da cultura, e em especial as Leis de Incentivo e de Fomento; e conhecer práticas de legislação patrimonial e modelos de financiamento.
As ciências e as tecnologias estão ampliando os campos de design, modificando materiais e tudo o que nos rodeia, até mesmo nosso corpo, redefinindo em um nível perceptivo a fronteira entre as coisas e nós. Na experiência de materiais emergentes, vemos distâncias entre cientistas, designers e pessoas diminuindo devido às contínuas mudanças em suas práticas – por exemplo, desde designers que cultivam materiais (como os materiais provenientes de fungos ou bactérias) ou que incorporam eletrônicos a compósitos, às pessoas que fabricam seus produtos em casa utilizando prototipagem rápida. São os materiais que interligam todas essas práticas e, portanto, desempenham um papel crucial nessas mudanças que observamos. Diante disso, como as experiências com materiais podem ser consideradas no processo de design? Neste contexto, esta disciplina propõe uma revisão do ciclo de interação material-produto-pessoa, a partir de 3 lentes fundamentais para o design: sensorialidade (experiência sensorial no seleção e desenvolvimento de materiais e produtos), sustentabilidade (procedência e aspectos socioambientais relativos a obtenção e processamento de materiais), e tecnologias emergentes (presente tanto nos novos materiais – cultivados, auto-reparáveis, inteligentes, compósitos, reciclados, re-manufaturados, quanto nos novos processos – co-design, customização, prototipagem rápida e processos de fabricação democratizados (‘makerspaces’), conserto e aprimoramento de produtos).
A natureza do conhecimento científico. Etapas, métodos e técnicas da pesquisa científica. Normas para elaboração de trabalhos acadêmicos em conformidade com ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. A Pesquisa científica aplicada em Arte, Arquitetura e Design. Métodos: qualitativo, quantitativo e misto. Artigo Científico. Aperfeiçoamento do Projeto de Pesquisa: formulação do problema, hipóteses, fundamentação, métodos, resultados, cronograma, referências. Plano do projeto profissional (área de trabalho e/ou interesse do mestrando: reflexão e debate das questões). Exame de Qualificação. Estrutura da Dissertação (elaboração, principais partes, apresentação à banca de avaliadores).
A disciplina tem por objetivo promover um intensivo estudo de formas contemporâneas de projetar. Através de atividades diversas a disciplina desenvolve o aprofundamento e análise do cenário da arquitetura atual e dos processos criativos em diversas temáticas de projeto, praticado por arquitetos de destaque no campo profissional.
A disciplina apresenta os principais conceitos relativos à sustentabilidade no que diz respeito às cidade e aos projetos de edifícios. Aborda o assunto de forma histórica e suas principais tendências na atualidade. Traz exemplos de cidades e aponta para a sustentabilidade presente nas cidades criativas e inteligentes, auxiliando no processo de gestão urbana como princípio básico. Apresenta sistemas de certificação e estudos de casos, bem como a análise de sistemas mais eficientes para a gestão dos consumos e geração dos resíduos. Como trabalho final, o aluno desenvolverá um projeto baseado em soluções que visam a sustentabilidade.

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