Produção em Documentário Audiovisual

Profissionais de Comunicação Social (Jornalismo, Rádio e TV, Audiovisual, Cinema, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas) e graduados em diversas outras áreas do conhecimento (Design, Arquitetura, Música, Fotografia, Ciências Sociais, Ciências Exatas e Biológicas etc) que queiram aprofundar seus conhecimentos, que trabalham ou pretendem trabalhar com a produção de documentários audiovisuais em várias áreas e plataformas.

Por que fazer esse curso?

Adquira conhecimentos fundamentais para a produção de documentários em vídeo digital, tanto para realizadores audiovisuais, como para as mais diferentes profissões, sejam das áreas de humanas, biológicas ou exatas. Conheça um rico repertório de referências técnicas, artísticas e narrativas, que o habilitarão a realizar os seus próprios documentários audiovisuais para o mercado cinematográfico, televisivo ou da internet.
Também é voltada para quem quer seguir carreira acadêmica na área de documentário, conhecendo as principais obras de referência da história do documentário cinematográfico e desenvolvendo técnicas de análise de filmes não-ficcionais. Aliando prática com teoria, a formação do curso abrange atividades técnicas/artísticas como direção, produção, fotografia e edição, além de métodos de proposta e formatação de projetos para diferentes formas de financiamento, distribuição e comercialização.
Com a lei 12.485/2011, que exige 3hs30min semanais de produções nacionais no horário nobre de cada canal de TV paga, a demanda por documentários brasileiros aumentou exponencialmente. A Internet, por sua vez, tem se demonstrado como a forma mais eficiente de distribuição de documentários de cunho social (para ONGs e fundações), de documentários científicos (para universidades e centros de pesquisa) ou institucionais e de marcas (para empresas no geral).

A MATRIZ

Disciplinas

HORAS

Diferentes métodos de gravação: quando a câmera deve estar solta, em constante movimento, ou quando a câmera deve permanecer no tripé. A escolha de diferentes modelos de câmera para propostas telejornalísticas, de cinematografia digital ou em produções independentes para a web. As diferentes lentes de câmeras e suas aplicabilidades nas mais diferenciadas situações de registro do real. A utilização de inovadores dispositivos de fotografia digital: estabilizadores de câmera, drones e micro-câmeras. Procedimentos de iluminação artificial e de aproveitamento das fontes de luzes disponíveis na realidade retratada.

Possibilidades e caminhos para viabilização de produções, coproduções nacionais e internacionais. Plataformas e janelas de exibição e distribuição de documentários: circuitos e salas de cinema, mostras e festivais, feiras de conteúdo, tvs abertas e por assinatura, plataformas digitais de streaming e VOD. Distribuição direta. Novos mercados para o documentário, economia criativa. Negociação e contratos com produtoras, canais de TV, festivais, direitos autorais.

Propõe uma reflexão sobre a representação da sociedade brasileira em toda a sua diversidade de gênero, étnica e cultural. Das origens do cinema documental com os primeiros filmes etnográficos até as produções recentes de diversos grupos que se autorepresentam social e culturalmente através da linguagem do documentário.

Relevância do documentário como eficiente forma de divulgação científica. As convenções narrativas e estéticas que norteiam a tradição dos documentários ecológicos na TV. As fronteiras entre o rigor cientifico e o entretenimento nos documentários da BBC. As diferentes técnicas e formatos de produção dos documentários de inspiração cinematográfica ou telejornalística. As limitações e potencialidades da produção brasileira no país com maior diversidade de espécies animais e vegetais no mundo. Análise de diferentes janelas de exibição: o impacto dos documentários científicos na história e na contemporaneidade do Cinema, da TV Aberta, TV à Cabo e Internet.

A mescla de dois gêneros audiovisuais, o documental e musical, em produções cinematográficas dos anos de 1960 e 1970. Propostas musicais da TV brasileira: o intimismo radical do programa “Ensaio” e a importância das revistas eletrônicas. Narrativas documentais nos videoclipes. O crescimento da produção de documentários inspirados no universo da música, seus artistas e biografias audiovisuais. Festivais e distribuição dessa vertente documental, como o In-Edit.

Os desafios criativos e éticos no uso de imagens e sons históricos em documentários. Discute o papel das imagens do mundo real como ilustração de uma construção narrativa histórica de documentários. A representação do real diante uma experiência humana limítrofe: a diversidade de propostas de documentários sobre o holocausto nazista. A institucionalização do documentário em países como Inglaterra e EUA em comparação à produção brasileira. A evolução narrativa e estética da representação da vida cotidiana nos documentários.

Os diferentes métodos de aproximação e de abordagem do real a serem trabalhados pelo diretor. O impacto das escolhas artísticas de um diretor na construção da narrativa documental. Diferentes modos de documentários mais usados por diretores audiovisuais. Coerências estilísticas no trabalho de grandes autores de documentários: a construção do olhar e do ouvir sobre o real e as consequentes reponsabilidades éticas dos diretores. O trabalho do diretor em cada fase da realização de um documentário: roteiro/pesquisa, pré-produção, gravações e na edição/pós-produção. Diferentes métodos de um diretor para melhor orientar sua equipe, visando a uma menor perturbação da realidade retratada.

A importância do documentário como gênero que expõe diferentes olhares sobre os problemas sociais brasileiros e do mundo. O papel do documentário em campanhas de conscientização de ONGs, instituições estatais ou privadas. A importância dos documentários como disseminadores de valores universais dos direitos humanos. Apresenta diferentes propostas de produções documentais pautadas em conceitos contemporâneos como ações afirmativas, lugares de fala, emponderamento de minorias, diversidades de gêneros e democracia dos meios de comunicação.

Diferentes métodos de montagem para diferentes tipos de narrativas documentais. A importância do uso de convenções de montagem ficcional na impressão de continuidade de tempo e espaço nos documentários observacionais: raccor, o eixo de ação, as regras de variações de enquadramentos e de ângulos de câmeras. A montagem descontínua como instrumento de reflexividade do discurso audiovisual. A importância do Jump cut e os riscos da banalização de seu uso na internet. A voz do narrador como costura narrativa nos documentários expositivos. Métodos de gravações visando o trabalho de edição. Técnicas de edição para entrevistas. As diferentes possibilidades do uso criativo do som no documentário: sincronismo e assincronismo. A música como conteúdo emocional e/ou histórico em documentários.

A importância de um planejamento detalhado das várias etapas de produção de um documentário. Administração e organização da produção, desde a ideia inicial, passando pelo projeto e viabilização das etapas práticas de produção. Planejamento e organização de locações, equipamentos, equipe ténica, agendamento de entrevistas e gravações, cronograma de produção, orçamento e execução, prestação de contas. Agenda de produção.

Procedimentos e métodos de captação de vozes em entrevistas e de ruídos do real. Seleção de diferentes microfones e acessórios para a captação de uma pluralidade de situações da realidade. Captação e edição de foleys e de paisagens sonoras como elementos de verossimilhança sonora e unidade espacial em documentários. O papel da música na narrativa de documentários. Organização dos diferentes conteúdos sonoros nas diferentes pistas de som na edição não linear. Diferentes tratamentos para os mais diversos conteúdos sonoros na mixagem. Uso de filtros sonoros na pós-produção como reparação de falhas de gravação.

A pesquisa prévia de temas, fontes, personagens e locações na gênese da produção de documentários. Documentários com e sem roteiro prévio, técnicas e exemplos de roteirização a partir de estudos de casos de documentários brasileiros e internacionais. Do pré-roteiro ao roteiro final de edição. Elementos do roteiro ficcional presentes no documentário.

Uma visão panorâmica sobre a evolução da produção audiovisual documental no mundo e no Brasil. Propõe uma reflexão sobre os diferentes caminhos narrativos e estéticos experimentados por importantes obras audiovisuais de referência. Introduz diferentes escolas e movimentos documentais, apresentando os desafios de linguagem e de produção enfrentados pelos realizadores em diversos momentos da história do gênero. Evidencia as tradições persistentes ou abandonadas pelo cenário atual. Discute as rupturas de vanguarda que mudaram os rumos dos documentários brasileiros e internacionais. Apresenta um repertório de referências audiovisuais e teóricas fundamentais para todas as outras disciplinas do curso.

A ascensão de formatos narrativos audiovisuais alternativos no ambiente web. A reflexão do fazer audiovisual nas mais diferentes propostas contemporâneas de vídeos-ensaios. O vídeo-diário como proposta individual de serialidade audiovisual. A webcam como espelho do realizador audiovisual. Diferentes janelas de exibição para documentários na web: streaming e VOD. As influências e as rupturas dos vídeos documentais para a internet em relação às tradições cinematográficas e televisivas. As webséries documentais, a produção colaborativa e os webdocumentários. Realidade virtual no documentário em 360 graus.

Estudo sobre o projeto de Pesquisa. Análise de modelos de projetos. Estrutura do Projeto de Pesquisa.

Total

366

* Para poder iniciar as orientações para o TCC, é compulsório cursar e ser aprovado na disciplina “Metodologia da Pesquisa Científica”.
** As disciplinas optativas garantem um enriquecimento de conhecimento e currículo ao aluno que, além das disciplinas obrigatórias, irá optar por mais 2 disciplinas de outros cursos da Pós-Graduação.

OS PROFESSORES

COORDENAÇÃO

pedro.ortiz@belasartes.br

Currículo Lattes

Jornalista formado pela Escola de Comunicações e Artes, ECA-USP (1990), documentarista, produtor audiovisual independente, roteirista e diretor de TV. Doutor (2005) e Mestre (1997) em Integração da América Latina – Comunicação e Cultura, pela Universidade de São Paulo (PROLAM-USP). Professor dos cursos de graduação em Rádio e TV e Jornalismo (desde 2015) e atualmente da pós-graduação em Cinema e em Teledramaturgia do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Integrante do Grupo de Pesquisa (CNPq) A compreensão como método, Universidade Metodista de São Paulo (desde 2018). Coordenador dos cursos de graduação em Rádio e TV (20016-2018) e Jornalismo (2018) do Centro Universitário Belas Artes (SP). Professor-titular de Telejornalismo do curso de graduação em Jornalismo (2006-2018) e Professor da Pós-Graduação Lato Sensu em Jornalismo, da Faculdade Cásper Líbero – SP(2010-2016). Diretor-geral da TV USP e da Rede USP de TV (2002-2015) e do Canal Universitário de São Paulo – CNU (2004-2015). Vice-presidente da ABTU – Associação Brasileira de Televisão Universitária (2011-2015), Diretor-técnico (2008-2011) e atual conselheiro. Pesquisador-doutor associado ao LEER – Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (História – FFLCH/USP, 2010 a 2014). Editor-chefe da Revista Cásper (2015-2016). Pesquisador docente junto ao Centro Interdisciplinar de Pesquisas da Faculdade Cásper Líbero (2009-2012) e integrante do grupo de pesquisa Comunicação, Jornalismo e Epistemologia da Compreensão (2012-2017). Orientador de TCCs de graduação e pós-graduação, supervisor acadêmico da Rádio Universitária Belas Artes e do LIS ? Laboratório de Imagem e Som (2016-2017), do Centro Universitário Belas Artes. Coordenador, com Anderson Gurgel, do projeto de extensão Conte essa História (Belas Artes e Secretaria Municipal de Educação, 2019-2020 e 2021.2). Coordenador, com Guilherme Bryan, do projeto de extensão BA Em Cena (desde 2019). Coordenador do Módulo Amazônia do Projeto Repórter do Futuro (2007-2014) e da cobertura jornalística laboratorial do Congresso de Jornalismo Investigativo da Abraji (2017-2018), pela Oboré Projetos Especiais. Correspondente na América Latina da agência-cooperativa de jornalistas Acopi – Agencia Cooperativa de Prensa Independiente (1988-2002), de Buenos Aires, com coberturas jornalísticas, reportagens especiais, entrevistas exclusivas e produções audiovisuais no Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e México para jornais, revistas, emissoras de rádio e produtoras de TV destes países: revista Atenção e jornal Brasil Agora (Brasil), jornais Página/12 e Clarín, revistas Acción, El Periodista, programa de rádio Protagonistas (Argentina), revista Punto Final e produtoras Nueva Imagen e Mi Chica (Chile), semanário Brecha (Uruguai), La Jornada e revista Proceso (México). Coberturas jornalísticas especiais multimídia das Conferências das Nações Unidas sobre Meio-Ambiente Rio/ECO 92, Rio + 10 (Johanesburgo) e Rio + 20. Trabalhou para Folha de S. Paulo, Gazeta Mercantil Latino-americana/Fórum de Líderes do Mercosul e TV Bandeirantes, além de colaborações em produção jornalística e audiovisual para produtoras independentes de TV e documentários e canais de TV, no Brasil e no exterior, como Discovery Channel. Atuação em pesquisas acadêmicas, produção científica e atividades profissionais de produção jornalística e audiovisual nas áreas de Comunicação Pública, TVs e Rádios Públicas, TVs Universitárias, TV Digital, Telejornalismo, Jornalismo Audiovisual, Documentário, Webdocumentário, Cinema, Teledramaturgia, Reportagem Especial e Multimídia, Internet, Movimentos Sociais, Net e Ciberativismo, América Latina, Amazônia, Povos Indígenas, Sustentabilidade. Atual professor do Mestrado em Jornalismo na Universidade de Antioquia (Medellín ? Colômbia).

TOUR 360

Já vai embora?

Insira suas informações abaixo e receba nossas novidades